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Belo Horizonte abre chamamento público para projeções nas fachadas dos edifícios

Interessados devem divulgar informações de enfrentamento à pandemia do coronavírus e limitar exibição das imagens entre 19h e 22h

Enquanto teatros, museus e cinemas tradicionais seguem fechados por conta da pandemia do coronavírus, Belo Horizonte abriu um chamamento público para projeções de imagens artísticas e culturais nas empenas (nome técnico das laterais que não possuem janelas) de prédios públicos e privados. Conforme a prefeitura municipal, os interessados devem ainda divulgar informações de utilidade pública sobre o enfrentamento da doença.

A medida segue em vigor por todo o período de calamidade pública decretado em função da transmissão da Covid-19. O texto, divulgado nesta sexta-feira (7) no Diário Oficial do Município, determina que o conteúdo seja visual – sem nenhum tipo de som – e de classificação livre, além de ter autorização para ser veiculado entre 19h e 22h. Já os informativos sobre a pandemia devem ser projetados a cada 30 minutos, por pelo menos um minuto.

O recebimento dos pedidos de projeções é realizado pela Secretaria Municipal de Política Urbana, que ainda limitou a veiculação de patrocinadores a 10% da área ou do tempo de projeção. As propostas de projeção de imagens serão avaliadas conjuntamente pela pasta e a Secretaria Municipal de Cultura, considerando o “conteúdo sobre o combate ao coronavírus, conteúdo artístico a ser projetado, atendimento às condições de veiculação da logomarca dos patrocinadores e o impacto na vizinhança da reflexão de luz nas fachadas”.

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Caso duas propostas sejam apresentadas para um mesmo edifício ou prédios em um raio de 200 metros, terá preferência o pedido que for encaminhado primeiro. “Para as propostas aprovadas e homologadas, será emitido termo de autorização pela Secretaria Municipal de Política Urbana, do qual constarão as condições detalhadas para sua execução”, enfatiza o texto.

Apresentação das projeções

Os interessados em realizar as projeções devem encaminhar a documentação para o e-mail smpu@pbh.gov.br. De acordo com a pasta, as informações precisam conter a indicação do imóvel da intervenção e a autorização do proprietário ou do órgão que administra o edifício. Também é necessário explicar:

  • O projeto detalhado da intervenção de conteúdo visual artístico e cultural, com inserção de informações de utilidade pública relacionadas ao enfrentamento da epidemia de Covid-19 e de logomarca de patrocinadores, identificando sua forma de exposição e conteúdo;
  • Croqui indicando a área de projeção, inclusive a área destinada à identificação das logomarcas das entidades patrocinadoras;
  • Cronograma da projeção, incluindo datas das montagens e desmontagens de estruturas;
  • Indicação do horário diário das projeções.
  • Iniciativas espalhadas pela capital

Em março, no início da pandemia, mensagens de esperança, informações sobre a doença e a necessidade do isolamento social para evitar um aumento dos casos ganharam a fachada do icônico Edifício JK, na região Central de Belo Horizonte. Entre as letras garrafais, com dizeres como “Ninguém está sozinho” e “Tudo vai ficar bem, BH” ganharam as redes sociais e repercutiram em todo o país.

As projeções foram realizadas por um grupo de cerca de 50 moradores, entre engenheiros, advogados, arquitetos e publicitários, intitulado como Viva JK. E na mesma região, as interações com os vizinhos por meio das imagens e até de um karaoquê se tornaram um compromisso de todas as quartas-feiras. Com curadoria artística, as projeções acontecem na parede em cima do teatro local, que fica na avenida Augusto de Lima, e anima moradores do entorno.

Fonte: https://www.otempo.com.br

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