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Focos de dengue Morador se nega a ter casa vistoriada; vizinhos temem surto

Equipe da Vigilância Ambiental disse ter sido impedida de inspecionar o imóvel três vezes

Moradores do condomínio Vivendas Friburgo, em Sobradinho, têm vivido sob tensão desde que uma família de mulçumanos mudou-se para o local. O problema, segundo eles, é que os vizinhos não permitem a entrada de técnicos da Vigilância Ambiental no imóvel para identificar e eliminar possíveis focos de dengue.

No quintal da casa, há uma piscina de plástico com água suja e coloração esverdeada. De acordo com relato dos moradores da região, é possível ver larvas de Aedes aegypti no local.

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou ao Metrópoles, as equipes do governo fizeram três tentativas de entrar no domicílio, mas, por uma questão de costumes, foram impedidas. “O que ocorre é que a família é descendente de muçulmanos e não aceita a presença da equipe em casa”, diz a pasta.

A SES-DF informou que a Vigilância Ambiental orientou o condomínio a acionar a Justiça e, agora, aguarda uma possível manifestação judicial para tomar providências. Sem poder de polícia, os fiscais têm se limitado a aplicar multas e advertências.

Apesar das recorrentes investidas malsucedidas, os servidores da Vigilância Ambiental anunciaram que nesta quinta-feira (8/10) farão uma nova tentativa de inspecionar a residência.

Preocupação

Segundo um vizinho ouvido pelo Metrópoles, idosos e crianças do condomínio contraíram dengue e os moradores da região acreditam que o foco do Aedes aegypti esteja na piscina da casa, localizada no conjunto H. Segundo o último boletim da SES-DF, o DF registrou mais de 44 mil casos da doença em 2020.

“Este é um problema que a gente tem enfrentado há muito tempo. A piscina é muito malcuidada, água velha e verde. Mesmo de longe, a gente verifica que tem larvas”, relatou um morador.

O síndico do Vivendas Friburgo, Marcelo Tarrafas, conta já ter reclamado cinco vezes na Ouvidoria do GDF e acredita em falta de vontade do governo em resolver o problema. “As equipes de combate à dengue podem entrar na minha casa, mas não podem entrar na de alguém que todos sabem que tem foco da doença?”, questionou.

“Deviam trazer a polícia aqui, pois nas redondezas temos idosos e crianças. É preciso que se tome uma atitude”, pediu o síndico.

Embróglio judicial

O aposentado Antônio Martins é um dos responsáveis pela casa. Ele explica que a residência é objeto de disputa judicial há mais de dois anos. A antiga dona da propriedade morreu, deixando três filhas – uma delas é menor de idade e tutorada pelo aposentado.

Segundo ele, as outras duas responsáveis pelo domicílio alugaram o local, sem consultá-lo. Desde então, ele tenta fazer a reintegração de posse na Justiça. Antônio confirmou que os atuais inquilinos não deixam ninguém entrar e são negligentes nos cuidados com a casa.

O Metrópoles tentou falar com os atuais moradores da residência, mas não conseguiu contato. O espaço segue aberto a manifestações.

Fonte: https://www.metropoles.com

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