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Motociclista é morto a tiros por PM dentro da garagem de prédio no litoral de SP

De acordo com o boletim de ocorrência, Luan Fagundes da Silva, de 24 anos, efetuou um disparo na direção dos policiais antes de ser atingido por dois tiros. Conhecidos de Luan que estavam pelo local discordam da versão

Um homem de 24 anos foi morto a tiros disparados por policiais militares dentro do edifício onde morava na noite de segunda-feira (2) em Guarujá, no litoral de São Paulo. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e, conforme consta no boletim de ocorrência, uma arma foi encontrada com o rapaz.

De acordo com o boletim registrado na Polícia Civil, dois policiais militares estavam em patrulhamento quando viram um motociclista fugindo da abordagem de outras viaturas, por volta das 19h30. Eles acompanharam o deslocamento do motociclista via rádio e se posicionaram para apoiar a operação.

O motociclista era o mecânico Luan Fagundes da Silva, de 24 anos, que, segundo o relato dos policiais, foi visto em alta velocidade entrando na garagem de um prédio residencial. O homem desceu da moto e teria ido em direção ao fundo do corredor e, em seguida, os policiais correram atrás dele, mandando que ele parasse.

Em um primeiro momento ele parou, como contaram os policiais na delegacia. No entanto, quando foi dada ordem para se deitar, ele correu para um cômodo à esquerda do corredor. Ainda conforme registrado, ele puxou um revólver da cintura e efetuou um disparo, que atingiu a parede atrás dos policiais.

Em seguida, um dos policiais efetuou dois disparos contra o homem com uma carabina. O motociclista caiu no chão e, junto dele, um revólver calibre .38 e seu celular, conforme informou a PM. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito do rapaz, retirando o corpo do local.

Na garagem do prédio foi encontrado um carro estacionado que, mais cedo, teria sido utilizado para tentar atropelar outros dois policiais militares. Luan foi reconhecido pela dupla, que afirmou que estavam em patrulhamento de bicicletas quando o mecânico teria jogado o carro, sem motivo aparente, em cima dos dois policiais para atropelá-los, sem sucesso.

Testemunhas ouvidas pelo G1 afirmam que Luan não estava armado, já que estava sem camiseta e com uma bermuda. Além disso, ele teria sido arrastado até o cômodo onde foi baleado e morto. “Só ouvimos os gritos de ‘para, para’, pegaram ele, jogaram na salinha e atiraram”, conta a testemunha.

“Dois tiros pegou na cara e outro no peito, como se ele já estivesse de joelhos”, diz. “Quando começaram a chegar todo mundo pra ver, só tinha sangue e telefone no chão, por volta das 19h. À noite, apresentaram uma arma [de Luan] na delegacia.”

Investigação

O delegado da Delegacia Sede de Guarujá e responsável pelo caso, Thiago Nemi Bonametti, afirmou ao G1 que será instaurado inquérito policial para apurar o ocorrido. Na segunda-feira foram ouvidas algumas testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento do edifício foram coletadas.

Dentre as perícias solicitadas, está o exame de residuográfico de pólvora nas mãos dos policiais envolvidos, comparação balística e análise de câmeras. A Polícia Militar também instaurou inquérito policial militar (IPM) para apurar todas as circunstâncias do fato.

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