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Agressão em condomínio Síndico em BH esmurrou ex-namorada e será investigado

Agressão aconteceu no fim de outubro. Vítima também afirma que era vigiada pelas câmeras do condomínio — ele é síndico. Defesa do acusado diz que ele aguarda ‘denúncia do Ministério Público para se pronunciar’

“Eu estou em pânico, eu acordo todo dia sonhando que ele tá em cima de mim, me sufocando. Eu sinto dores na garganta 24 horas por dia. Eu acordo com medo, eu não consigo ficar sozinha mais e estou completamente desestabilizada.”

É assim que a arquiteta Dayane Viola, de 35 anos, vive desde o fim do mês passado, depois de ter sido esmurrada pelo ex-namorado, Vanderson Lopes, de 31, dentro do apartamento dele, no bairro Estoril, na Região Oeste de Belo Horizonte.

O acusado disse “que irá aguardar a denúncia do Ministério Público para se pronunciar sobre as questões”.

Segundo a arquiteta, o namoro passava por muitas crises e ela já queria terminar o relacionamento. No dia da agressão, Vanderson teria misturado bebidas alcoólicas com remédio. Dayane afirma que chegou a jogar o restante da bebida fora, tentando impedir que ele bebesse mais.

“Joguei a bebida fora e fui pegar a taça que estava com ele. Aí ele se descontrolou (…) Ele me bateu tanto, tanto, que teve um momento que eu desmaiei e ele continuou me batendo e falando: ‘você não está morta ainda, você não está morta, vou continuar batendo porque você vai estar sentindo'”, contou a arquiteta.

“Aí, ele me acordava, eu meio desmaiada, meio desacordada, quando ele via que eu abria os olhos, me esmurrava no rosto ou onde ele achasse lugar.”

A Polícia Militar foi acionada e o casal foi levado para delegacia onde prestou depoimentos. Segundo a arquiteta, o ex-namorado chegou a ser preso, mas foi liberado no dia seguinte, depois de uma audiência de custódia.

A arquiteta contou que, depois das agressões, ela passou a ser vigiada no prédio pelas câmeras que o ex-namorado tem no celular. Ele é síndico do condomínio.

“Ele tem as câmeras no celular dele, fica me vigiando, sim, porque os funcionários comentaram. Porque ele pergunta para o funcionário dele, pergunta para o zelador, que me contam”, disse Dayane.

Medida protetiva

Após a agressão, uma medida protetiva foi expedida estabelecendo que Vanderson se mantenha afastado da vítima e proibindo que o suspeito tenha “qualquer tipo de contato com ela, salvo por meio de advogado”.

No dia 3 de novembro, entretanto, Dayane registrou um boletim de ocorrência na delegacia alegando que Vanderson havia descumprido a medida protetiva. Segundo ela, o ex-namorado, que passou a morar em outra casa após a agressão, voltou ao apartamento onde vivia, o que descumpre a medida, já que eles eram vizinhos de prédio. A polícia, então, foi acionada, mas Vanderson deixou o apartamento antes da chegada dos agentes.

Depois disso, a arquiteta se mudou do apartamento por motivos de segurança.

‘Me sinto desprotegida’

A arquiteta disse que está desestabilizada com tudo o que aconteceu.

“Me sinto muito desprotegida mesmo, porque ele está solto, está fazendo o que quer. Ele estava em restaurantes, passeando, e eu em ‘cárcere privado'”, lamentou Dayane.

Ela tenta retomar a vida, mas sofre com as marcas físicas e psicológicas deixadas pelas agressões. Ela também teve uma lesão das cordas vocais por causa do enforcamento. Passou a tomar remédios e a fazer tratamento.

“Agressor não tem escrito na testa: ‘agressor’. Vem como príncipe encantado, dizendo que vai salvar sua vida, deixar sua vida melhor. Eu me sustento, não dependo nada dele, mas a gente acaba ficando com medo”, disse a arquiteta.

O que diz o agressor

Em nota, a defesa de Vanderson afirmou “que irá aguardar a denúncia do Ministério Público para se pronunciar sobre as questões de mérito.”

Disse ainda que “em relação a medida protetiva deferida em favor da sra. Dayane, considerando tratar-se de uma ordem judicial, o sr Vanderson Lopes irá cumpri-la em todos os seus termos, esclarecendo que jamais fez uso das suas prerrogativas de síndico para monitorar qualquer condômino, sendo certo que a Sra. Dayane em momento algum teve prejudicado o seu direito de ir, vir e se manifestar livremente”.

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