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Polícia faz operação contra furto de energia elétrica em condomínio em Queimados

Milícia fez ligações clandestinas em instalações da Light e passou a cobrar uma taxa fixa de cada apartamento, segundo as investigações. Morador afirmou que cobrança era de R$ 70

A Polícia Civil realizou uma operação nesta segunda-feira (23) contra o furto de energia em um condomínio do programa Minha Casa Minha Vida em Queimados, na Região Metropolitana do Rio.

Milicianos fizeram uma ligação clandestina, também conhecida como “gato”, em instalações elétricas da Light e passaram a cobrar uma taxa fixa de cada apartamento, segundo a corporação.

Durante a operação, os policiais da 55ª DP (Queimados) também escoltaram funcionários da empresa que foram reverter os “gatos”. As investigações apontaram que os profissionais não entram no local sem a presença da polícia.

No condomínio Sebastião Torres há 300 apartamentos e, até a publicação desta reportagem, 30 ligações clandestinas já haviam sido encontradas. Os técnicos cortaram a ligação e tiveram que refazer a instalação normal da Light.

De acordo com a polícia, os milicianos fizeram esse “gato” para puxar energia para o condomínio e, a partir disso, começaram a cobrar, de forma obrigatória, uma taxa. Um morador que não quis se identificar disse que a cobrança é de R$ 70 e que a milícia bate de porta em porta armada para cobrar. Ele relatou ainda que sente medo e descreveu a situação como uma forma de opressão.

“A gente não tem muito como recorrer. Eles falam que tá tudo arregado, então a gente fica com medo. Não dá pra gritar. Você não tem o que falar”, lamentou o morador.

A polícia afirmou ao RJ1 que tenta chegar aos responsáveis pelas ligações clandestinas.

“O passo mais a frente é identificar os moradores dessa unidade pra gente chegar então às pessoas responsáveis da milícia pelo recolhimento do dinheiro”, disse o delegado Bruno Enrique Menezes.

De acordo com o titular da delegacia, é possível destacar dois crimes: extorsão e furto.

“Vai depender se o morador é obrigado a pagar a quantia pra milícia, e aí o morador poderia estar sofrendo extorsão, sendo vítima de extorsão. Ele não pode ser responsabilizado como autor do furto, mas não sendo vítima da extorsão, não sendo obrigado, o morador vai responder por furto de energia elétrica”, explicou o delegado.

Em nota, a Light disse que tem 230 áreas de risco mapeadas e que, entre outubro do ano passado e setembro deste ano, o percentual de energia furtada chegou a 72% do total. A concessionária afirmou ainda que os “gatos” sobrecarregam a rede elétrica e causam interrupções no fornecimento de energia.

Além da questão elétrica, os policiais também encontraram uma caixa de TV a cabo em um poste do condomínio e, segundo eles, uma investigação será iniciada para checar se a milícia também está cobrando por internet.

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