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O curioso caso dos prédios tortos de Santos

Conhecida por suas praias e por ser terra de Pelé e tantos outros famosos, a cidade de Santos tem se destacado por um aspecto curioso de sua arquitetura urbana. Recentemente, fotos da orla do município mostraram que diversos dos 651 edifícios que a compõe são, na verdade, um pouco tortos.

Apesar desse ser um problema que vem piorando com o passar das décadas, até agora as autoridades locais preferiram não intervir. Segundo a prefeitura da cidade do litoral paulista, os prédios são completamente seguros mesmo que as aparências indiquem o contrário.

Efeito dominó

Ao longe, os prédios de Santos parecem ser enormes dominós prontos para serem derrubados e desencadear um enorme estrago em cascata por toda a região praiana. Enquanto algumas construções possuem apenas 5 centímetros de desnível, outros edifícios chegam a apresentar falhas estruturais de até 2 metros, tornando-os visivelmente tortos.

Segundo relatos, alguns habitantes do local inclusive já vivenciaram a perda de equilíbrio enquanto estavam dentro de suas próprias casas. O problema foi gerado entre a década de 1950 e 1960, quando a maioria dos desenvolvedores de edifícios na orla de Santos optaram pelos métodos mais baratos de construção no lugar do mais seguro.

Ao invés de escolher por fundações profundas que descem até o leito rochoso e oferecem maior estabilidade, porém custando de 15 a 20% a mais no projeto final, os engenheiros decidiram trabalhar com blocos de concreto, que são conhecidos por ser um método de estruturação rasa e permanece sobre uma camada instável de areia e argila.

Alerta para o futuro

Com o passar dos anos, o peso dos edifícios faz com que a argila no solo libere uma quantidade de água, resultando no afundamento de uma das quinas ou de um lado completo do prédio. Apesar de ser impossível notar a olho nu, esse “fenômeno” fica pior a cada ano.

Em entrevista para o jornal The Sidney Morning Herald, o professor de engenharia civil Orlando Damin colocou a culpa do problema na ganância dos empresários. Segundo Damin, a maioria das pessoas que aprovaram esse tipo de projeto já estão aposentadas e provavelmente jamais responderão pelos riscos futuros. 

Enquanto isso, diversos moradores de Santos tem que se adaptar a morar em uma residência desnivelada, onde móveis e janelas podem não fechar apropriadamente, além do verdadeiro pesadelo que isso pode ser para uma pessoa com labirintite. 

Fonte: https://www.megacurioso.com.br

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