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Tela de proteção Condomínio deve instalar equipamento em fachada em manutenção

Vítima foi atingida por pedaço da fachada do prédio. Em caso de desrespeito a medidas, será aplicada multa de R$ 5 mil. O Edifício São Cristóvão, na área central, também corre o risco de ser interditado.

O condomínio do Edifício São Cristóvão, na área central do Recife, deve instalar, até a quinta-feira (11), telas de proteção e badejas de segurança na fachada. Caso não cumpra a medida, vai levar multa e pode ser interditado, segundo a Secretaria-Executiva de Controle Urbano (Secon) da prefeitura.

Essa determinação foi feita depois que uma mulher que passava na calçada do prédio, na segunda (8), morreu ao ser atingida por pedaços da estrutura que caíram da edificação.

A morte de Célia Cesária de Barros, de 60 anos, ocorreu quando ela estava indo para casa, na saída do trabalho. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) informaram que a vítima teve uma lesão profunda na cabeça (veja vídeo abaixo).

Nesta terça (9), um dia depois da morte de Célia, a Secon detalhou os prazos a as medidas de segurança determinadas, ainda na segunda-feira.

A assessoria de comunicação da secretaria-executiva disse que o condomínio deve instalar a proteção até que sejam completadas 72 horas do fato.

Caso os responsáveis pelo prédio descumpram as medidas, a prefeitura informou que vai aplicar uma multa de R$ 5 mil.

A Secon disse, ainda, que voltará a fazer vistorias na edificação, que teve parte da calçada da frente interditada. Caso o condomínio volte a descumprir as medidas, a multa vai subir para R$ 10 mil.

Os técnicos, disse a Secon, farão vistorias até que sejam instaladas as telas e as bandejas de segurança, usadas para impedir que material da fachada caia na rua.

Em caso de reincidência, a multa terá um acréscimo de 20% sobre o valor cobrado na inspeção anterior.

Condomínio

Também nesta terça, o advogado que representa o São Cristóvão, Anderson Lourenço, informou ao G1, por telefone, que o condomínio vai cumprir as determinações no prazo correto.

“Estamos fazendo cotações desde o dia do acidente, buscando as empresas para colocar os itens de proteção”, afirmou.

Integrante do conselho fiscal do prédio, Leandro X disse que os moradores receberam a intimação da prefeitura (veja vídeo abaixo).

“Falaram para tomar as providências, que a gente pudesse colocar uma tela em toda a fachada e um tapume, para que pudesse qualquer possível acidente ser amenizado pelo impacto”, disse.

De acordo com ele, um dos orçamentos para a instalação dos equipamentos apontou um gasto de R$ 39 mil.

“Já está sendo providenciado, ontem mesmo [segunda] foram feitos dois orçamentos. Possivelmente, a empresa agora à tarde já deve estar executando o serviço. Nós não temos caixa, […] a gente sempre fica no vermelho, por causa da gestão anterior que fez uma péssima gestão”, declarou.

De acordo com os moradores do condomínio, a atual síndica entrou no cargo em fevereiro do ano passado e que recebeu a administração após a destituição da antiga titular.

“A outra síndica que estava há quase dez anos e abandonou totalmente o edifício do ponto de vista da manutenção e do trabalho que deveria ser feito. Houve uma revolta por parte dos donos dos imóveis e fizeram uma assembleia que foi inclusive para a justiça. Porque houve superfaturamentos, desvios de dinheiro… Ela não entregou a documentação”, afirmou Leandro, que é morador do local há cinco anos.

Segundo ele, o edifício, de 47 anos, tem 17 andares e 293 apartamentos, que funcionam como pontos comerciais e residências de famílias. No entanto, vários moradores estão inadimplentes, sem pagar a taxa de condomínio.

“Nós estamos bastante sentidos pelo acontecimento, afinal de contas é uma vida. Por parte da nova administração do condomínio nós estamos totalmente abertos e procuramos a família, […] o que o condomínio puder fazer, nós iremos fazer. E qualquer que seja a responsabilidade que nós tivermos que assumir, nós vamos assumir”, afirmou.

Acidente

O acidente aconteceu na manhã de segunda. Vídeos enviados para a TV Globo mostraram o momento em que a mulher caiu no chão.

Segundo parentes de Célia, ela era cuidadora de idosos e tinha saído do bairro da Jaqueira e seguia para casa, no bairro de Joana Bezerra, um caminho que faz todo dia.

Ainda na segunda, a Defesa Coivl e técnicos da Secon estiveram no prédio. Além de constatarem a “necessidade de colocação da tela”, as equipes informaram que o condomínio precisa realizar uma “manutenção urgente da fachada”.

Horas após o acidente, a prefeitura ampliou com cones e fitas o isolamento da calçada e da ciclofaixa situadas em frente ao prédio. O poder público disse que “nunca havia chegado nenhuma denúncia sobre o edifício”.

Por meio de nota, a prefeitura disse que a lei 13.032, de 14 de junho de 2006, aponta que “é de responsabilidade do proprietário do imóvel e condomínio realizar a cada três anos vistoria das condições físicas do conjunto estrutural do prédio e atestar a segurança da edificação”

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