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Restrição a atividades com bandeira vermelha é apoiada por representantes de academias e condomínios

Bandeira vermelha impôs fechamento de áreas comuns e redução do limite de ocupação nos espaços destinados à prática de exercícios

Com a adoção das regras da bandeira vermelha em Porto Alegre, nesta terça-feira (23), as restrições em diferentes setores voltaram a se ampliar, o que impôs, entre outras medidas, o fechamento de áreas comuns em clubes e condomínios e a redução do limite de ocupação nas academias. 

Para representantes desses setores, a alteração é positiva, considerando que a intenção inicial do governador Eduardo Leite era endurecer as regras e suspender a possibilidade de cogestão do modelo de distanciamento controlado (que dá autonomia aos prefeitos sobre a decisão final).

Se a suspensão tivesse ocorrido, a Capital teria sido classificada nos protocolos da cor preta, destinada a situações de altíssimo risco na pandemia, com restrições mais amplas. A adoção da classificação vermelha por parte do prefeito Sebastião Melo impediu a paralisação geral das atividades, embora as limitações, agora, estejam maiores do que na última semana. Isso porque, até então, as regras em vigor  em Porto Alegre correspondiam à tarja laranja, mais branda.

Para Débora Braga, proprietária de uma academia de ginástica na Capital e responsável pela área de comunicação da Associação das Academias Gaúchas Unidas (AAGU), a manutenção da cogestão foi acertada, tanto quanto a decisão de Melo. Caso a bandeira aplicada fosse a preta, as academias estariam fechadas.

“Investimos muito para garantir todos os cuidados necessários e seguimos todas as regras. Nossos espaços devem ser vistos como locais de promoção de saúde, essenciais às pessoas. Não se trata de uma questão estética. Recebemos muita gente que adoeceu nos meses de fechamento das atividades, no ano passado. Seria muito prejudicial se aquela situação se repetisse. As pessoas precisam se exercitar”, ressalta Débora.

Conforme as regras da bandeira vermelha, serviços de educação física, incluindo academias, centros de treinamento, estúdios e outros locais do tipo, podem funcionar com ocupação máxima de uma pessoa a cada 16 metros quadrados de área útil. Na bandeira laranja, o limite físico era de 10 metros quadrados por indivíduo, embora muitos locais, segundo Débora, seguissem mantendo a regra dos 16 metros. 

Ou seja, se uma academia tem 150 metros quadrados, pode receber até nove alunos de cada vez. Quanto aos funcionários, a operação máxima permitida na bandeira vermelha é de 25% do quadro de contratados. Débora diz que a maioria dos estabelecimentos acabou reduzindo pessoal e que já segue o percentual. A representante da AAGU só lamenta a limitação de horários imposta pelo governo do Estado.

Na tentativa de conter o avanço do coronavírus, Leite não abriu mão de restringir atividades das 20h às 5h em todo o Rio Grande do Sul, até 1º de março. A ideia, com isso, é diminuir a circulação de pessoas e evitar aglomerações. Isso vale para todo o Estado e independe da cor da bandeira vigente na região. Com isso, as academias são obrigadas à fechar até as 20h.

“Essa questão da redução da redução de horários não foi acertada, porque vai levar mais gente a sair de casa em um intervalo de tempo menor. O melhor seria ampliar o horário para diluir o movimento. Mas vamos aguardar até o final da semana o que vai acontecer. Esperamos que as coisas melhorem”,  afirma Débora.

A vice-presidente de Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi-RS-Agademi), Simone Camargo, também torce pela melhora da situação. No momento, ela considera previdente a volta do fechamento de áreas comuns como espreguiçadeiras, brinquedos infantis, piscinas, saunas, quadras, salões de festas, churrasqueiras compartilhadas e demais locais para eventos sociais e de entretenimento, embora lastime os reflexos disso para as famílias.

“Realmente, fecha tudo nesse período. Presumo que seja assim até segunda-feira que vem, pelo menos. Os condomínios estão registrando casos de covid, porque é onde as pessoas vivem. Muita gente que estava no Litoral voltou por causa das aulas, o que ampliou a circulação de pessoas. Então, acho que é prudente adotar essa medida agora”, diz Simone.

Um dos pontos que preocupa a vice-presidente do sindicato é a nova restrição às crianças. Ela pede paciência dos vizinhos até que a situação se normalize.

“Lamentavelmente, as crianças vão ter de ficar privadas do parquinho em um período de sol e calor e aí acho que tem de ter um pouco de bom senso da parte dos vizinhos, porque as crianças confinadas brincam dentro dos apartamentos. Muitas vezes, há uma irritação em relação a isso, mas temos de pensar que é algo momentâneo”, ressalta Simone.

Quanto às academias em condomínios, as regras da bandeira vermelha permitem seu funcionamento, desde que com atendimento individualizado e agendado, com ventilação cruzada e higienização constante. Apesar disso, Simone diz que a entidade está sugerindo aos síndicos que mantenham as academias fechadas por precaução.

“É uma forma de prevenção, porque os condomínios nem sempre têm condições de fazer a higienização das academias o tempo inteiro. Será por pouco tempo”, reforça Simone.

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