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Motoboy relata agressão em prédio na Barra; advogado diz que porteiro apontado como autor está hospitalizado

Marcus Vinícius Gomes Corrêa disse que foi abordado após se enganar e usar portaria social; condomínio diz que caso ainda está sendo apurado e cita preocupação com estado de saúde de funcionário

Um motoboy relatou ter sofrido uma agressão, na noite desta segunda-feira, após fazer uma entrega de hambúrgueres artesanais num prédio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Marcus Vinícius Gomes Corrêa contou que, na hora de deixar o edifício, se confundiu e acabou usando a portaria social. Logo depois, segundo ele, um porteiro se aproximou e começou a agredi-lo. Já o advogado do Condomínio Torre Ernest Hemingway, Bernardo Villas Boas Palermo, divulgou nota em que diz que os fatos ainda estão sendo apurados e que há uma preocupação com o estado de saúde do porteiro que, de acordo com ele, está hospitalizado.

Marcus Vinícius publicou um vídeo em que aparece deitado, dizendo: “o cara não quer me soltar, estou imobilizado. O cara nem policial é. Quatro porteiros e um policial morador vieram me agredir”.

“Como você viu nas imagens, eu fui agredido por um porteiro porque saí pela portaria social. Eu subi, num prédio redondo, procurei a saída. Me perdi, porque cada elevador te leva a um andar. Aí na hora de sair, eu me perdi porque saí pela saída mais próxima. Aí ele veio me empurrando, dizendo que eu não poderia sair por ali, que eu era motoboy, que eu tinha que sair pelos fundos. Me humilhando, como se eu fosse uma escória, um resto, um lixo. Eu falei: “meu amigo, não é assim que se fala com as pessoas. Eu estou perdido. Não trabalho aqui, não moro aqui. Só quero sair”, contou ele.

De acordo com Marcus Vinícius, o comportamento do porteiro foi arrogante. O motoboy relatou que, após dizer que sairia pela portaria social porque já se encontrava no local, começaram as agressões físicas:

“Pegou uma barra de ferro e começou a me acertar nos braços, na cabeça, no rosto. E dali a pouco juntaram todos os porteiros para me agredir. Quatro homens me agredindo. Eu caído no chão e eles me chutando.”

Ele disse que, logo em seguida, chegou um morador que se apresentou como policial.

“Um morador viu a situação e desceu, completamente descontrolado. Ele, que se diz policial, começou a me agredir também, dizendo que ia me matar, que ia me dar um tiro. Eu caído no chão e eles me batendo. Eu falei: “não precisa disso, eu só queria sair. Eu fiz a entrega e quero sair do prédio”. E ele mandando eu calar a boca, que ia me dar um tiro, me sufocando. Me deram um mata-leão que eu quase perdi os sentidos. Estava sendo torturado psicologicamente e caído no chão, sendo agredido por cinco homens descontrolados. Eu achei que fosse morrer”, relatou Marcus Vinícius, afirmando que está com dores no corpo.

O motoboy disse que não recebeu ajuda de ninguém e que as agressões só pararam quando policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) chegaram ao prédio. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca). Marcus Vinícius contou que nunca havia passado por uma situação semelhante e que, agora, espera por justiça:

“Nunca passei por nada parecido na vida. É algo que me deixa triste. Estou abalado com a situação até agora.”

A íntegra do posicionamento do condomínio: “No momento ainda estão sendo apurados os fatos ocorridos na noite de ontem. O condomínio está bem preocupado com o estado de saúde do porteiro”.

Em nota, a Polícia Militar informou que “as equipes do 31° BPM (Recreio dos Bandeirantes) conduziram o entregador, que se apresentou como vítima, e o acusado a 16ª DP para esclarecimento e registro dos fatos”. De acordo com a 16ª DP (Barra da Tijuca), um inquérito foi instaurado e as investigações estão em andamento. Testemunhas serão ouvidas para apurar e esclarecer a dinâmica dos fatos.

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