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A saúde mental nos condomínios

Relato de médicos e dentistas expressam como estamos vivendo tensos, com dores na mandíbula, dores musculares e a insônia é campeã de relatos.

Esse resumo é apenas para ilustrar que os impactos na saúde de todos se refletem nos ânimos exaltados e como tem sido frequente a irritabilidade e os descontroles emocionais que acabam refletidos em conflitos, em casa, no condomínio, nas ruas e nas redes sociais.

Discussões políticas, discordância sobre as medidas de prevenção da Covid-19, pais e mães que discutem no grupo de pais da escola, no grupo do condomínio, dentre outros tantos episódios.

É como se todo mundo estivesse com o copo cheio e bastasse uma gota extra para transbordar. Não sou da área da saúde mental, mas na administração condominial a mediação de conflitos é essencial. Tudo está mais volumoso e potente, afinal todo mundo em casa, com problemas e crises familiares diferentes, isolados e o condomínio, que deveria ter se transformado no nosso porto seguro, em alguns casos, se transformou em ambiente de guerra.

Nem ao menos aos colaboradores dos condomínios, que em um primeiro momento foram valorizados, homenageados pelos moderadores por estarem trabalhando para assegurar o conforto e segurança de todos, já foram esquecidos e são os principais alvos de ataques, falta de respeito e de paciência.

Profissionais de limpeza, segurança, portaria e manutenção precisam diariamente se expor e expor suas famílias para garantir o bom funcionamento do condomínio. Usam transporte público, que todos sabemos que não é o ambiente adequado no momento, enfrentam no trabalho um volume maior de demandas, devido às mudanças de comportamento dos moradores e agora relatam péssimas experiências no contato com muitos moradores, que desrespeitam regras, geram conflitos com vizinhos e funcionários, sem contar o aumento da violência doméstica.

Conciliar trabalho, crianças em casa, vizinhos com reformas, fora todas as incertezas que a pandemia gera diariamente não é tarefa fácil, é um desafio de todos, inclusive das pessoas que trabalham no seu condomínio. Buscar o equilíbrio, manter os limites de respeito e compaixão, refletir e nos colocar no lugar do outro é também dever de todos nós.

Exercitar a tolerância, compreender e, especialmente, sermos solidários às dores e dificuldades de nossos vizinhos, de nossos prestadores de serviço e toda a comunidade ao nosso entorno. Enquanto aliviamos o estresse com a massa de bolo na batedeira, alguém estuda ou trabalha ao lado. Faça o bolo, mas evite ruídos prolongados e, se der, compartilhe uma fatia.

Gentileza, cordialidade, empatia e reconhecimento aos profissionais que trabalham no condomínio para que seu conforto seja mantido é o mínimo que podemos fazer.

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