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Entenda o que aumenta ou reduz o valor da taxa de condomínio

Um aspecto que deve ser levado em conta na hora de comprar um imóvel é a taxa de condomínio. Esse valor pode variar muito, de acordo com o padrão e a estrutura do empreendimento, e precisa ser avaliado atentamente, já que terá de ser pago todo mês e pode pesar no bolso. O fato é que muitos moradores não compreendem a cobrança e o valor da taxa, e esse se torna um dos principais motivos de discussão em assembleias e reuniões de condomínio.

Uma das dúvidas frequentes é o fato de alguns residenciais, mesmo não oferecendo estrutura de lazer e segurança, terem a taxa condominial mais alta que em locais que oferecem ampla área de lazer e porteiro 24 horas, por exemplo. Nesse momento, surge o questionamento: o que mais causa impacto no aumento e o que pode ser feito para reduzir esse valor?

Para compreender o porquê dessa taxa e o que a diferencia de um condomínio para o outro, é necessário entender o fluxo de atividades que o empreendimento possui. Em alguns casos, residenciais recém-inaugurados possuem uma taxa condominial menor do que edifícios com mais tempo de construção, conforme explica o presidente do Sindicato Patronal de Condomínios e Empresas de Administração de Condomínios do Espírito Santo (Sipces), Gedaias Freire da Costa.

Ele ressalta que essas taxas são regulamentadas por uma legislação específica e variam de acordo com as dependências do condomínio.

“A taxa condominial consiste no valor que os moradores devem pagar todo mês, definida em forma de rateio, que é usada para cobrir as despesas e benfeitorias do condomínio. Dentro dessa taxa encontram-se despesas como luz, água, pagamento de funcionários, manutenções, equipamentos de segurança, fundo de reserva e outras ações, visando o bem-estar dos condôminos”, destaca.

Por se tratar de uma divisão, o valor é diretamente influenciado pelo número de unidades e pelo volume de despesas. Gedaias avalia que edifícios mais antigos e com poucas unidades em funcionamento podem acabar tendo uma taxa de condomínio mais alta, como acontece, por exemplo, com alguns empreendimentos no Centro de Vitória.

“Ocorre que, na maioria das vezes, os condomínios do Centro de Vitória necessitam de mais funcionários. Muitos não usam novas tecnologias, como portaria eletrônica. É necessária a contratação de funcionários para realizar diversos serviços de manutenção e outras funcionalidades. Quando se tem um número elevado de funcionários e poucas unidades, na hora da divisão torna-se mais alta a taxa condominial”, afirma o presidente.

Segundo o contador, administrador e advogado Claudinor Brandão, caso seja de interesse comum dos condôminos, é possível contratar os serviços de uma administradora que atuará como um suporte ao síndico, realizando uma série de atividades e orientando sobre formas de otimizar esses custos.

“Em termos de despesas, a folha de pagamento dos colaboradores costuma ser o item que mais pesa, chegando a responder por até 50% do total de gastos do condomínio. Condomínios menores e com um quadro de funcionários contratados acabam tendo um valor mais elevado da taxa condominial”, explica ele, que é fundador da Cecad Adminstração Condominial.

MORADOR DO CENTRO CRIA CARTILHA COM DICAS PARA REDUZIR CONDOMÍNIO

Para o administrador João Goulart, 28 anos, que mora em um condomínio no Centro de Vitória, a educação é uma das formas mais importantes para controlar os gastos do condomínio e diminuir as taxas mensais. Pensando nisso, ele reuniu alguns amigos do prédio e, juntos, criaram uma cartilha contendo informações gerais sobre a organização e orientações sobre possibilidades de redução dessa despesa.

“Em nosso condomínio não temos área de lazer, então fizemos um modelo de cartilha com orientações básicas para que o morador possa economizar nas despesas e, assim, diminuir a sua taxa condominial. Mas nem todos são adeptos. Coisas simples, como fechar a torneira de água, apagar a luz quando sair do apartamento, não deixar o elevador parado com as portas abertas”, explica.

Confira 5 dicas que ajudam a reduzir a taxa de condomínio:
  1. Economize energia elétrica De acordo com João Goulart, é mais indicado o uso de lâmpadas de LED, que são 80% mais econômicas do que as lâmpadas comuns. “As lâmpadas de LED tornam o ambiente mais claro e ajudam nessa redução de custos”, afirma. Segundo especialistas, é importante que os moradores contribuam para a redução da conta de energia do condomínio, não deixando lâmpadas e ar-condicionado de ambientes comuns, como academias e salão de festas, ligados sem ninguém no local, por exemplo.
  2. Terceirização de serviços Segundo Claudionor Brandão, a contratação de uma empresa administradora de condomínios pode representa uma economia significativa nas despesas da taxa de condomínio, com a terceirização dos funcionários, por exemplo. Em um condomínio, 50% da folha de pagamento é relacionada ao quadro de funcionários.
  3. Implantação de novas tecnologias Gedaias Freire afirma que o uso de novas tecnologias favorece a redução de gastos. “O uso de portarias eletrônicas, sensores de presença, energia solar e outros mecanismos, podem sim ajudar no corte de gastos do condomínio”, aponta.
  4. Economize água Para manter a limpeza nas calçadas, garagens e manutenção dos jardins, por exemplo, João Goulart sugere que seja usado um reservatório de água da chuva, se possível. Ou que a limpeza seja feita apenas uma vez por semana com água.
  5. Manutenção em dia A manutenção frequente do condomínio pode parecer algo que aumenta o custo, mas é justamente o contrário. Quando ela está em dia, evita-se gastos repentinos e cotas extras por causa de obras que não estão no orçamento do condomínio.
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