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Proposta da Águas de Joinville para nova tarifa tem fórmula para condomínios

O novo modelo de tarifa proposto pela Águas de Joinville também traz mudanças na cobrança de água (e esgoto, se a rede de coleta estiver disponível) para os condomínios residenciais: os prédios também terão formato com taxa cobrança por faixa de consumo. A modelagem ainda terá de passar por audiência pública. A companhia pretende iniciar a aplicação da nova forma em setembro.

A fórmula a ser aplicada aos condomínios é semelhante à prevista para as demais economias. Hoje, é cobrada uma tarefa mínima de R$ 36,34 para consumo de até 10 m³, independentemente de quantos metros cúbicos são consumidos. Acima disso, há duas faixas de cobrança, por metro cúbico adicional (se for entre 11 e 25 m³, é um valor por metro cúbico, se for acima de 25 m³, o preço é outro, mais alto).

No modelo proposto, a conta inicia pela taxa de disponibilidade, de R$ 26,24, com cobrança por metro cúbico de água consumido. Há sete faixas sobre o preço de cada m3 utilizado. No consumo residencial, quem gastar entre um e dez m³, pagaria R$ 1,12 por metro cúbico. Se consumir entre 11 e 15 m³, o valor por metro cúbico passaria a ser outro e assim sucessivamente, como ocorre na conta da energia elétrica – a comparação é por causa das faixas de cobrança, os valores são diferentes.

No caso dos condomínios, o modelo é o mesmo. A Águas de Joinville trouxe um exemplo. Hoje, um prédio com 126 apartamentos, com consumo de 870 m³ mensais, paga R$ 4.578,85. É a multiplicação da tarifa mínima de R$ 36,34 pelas 126 economias. Se a tarifa mudar conforme o modelo proposto, a conta fica em R$ 4.280,64. O montante tem duas composições.

Em uma, está a taxa de disponibilidade (R$ 26,24 x 126 economias), equivalente a R$ 3.306,24. Na outra, o consumo de 870 metros cúbicos é dividido por 126 economias, em uma média de 6,9 m³ por economia. Nessa faixa, cada metro cúbico custa R$ 1,12.

Assim, o consumo fica em R$ 974,40 (870 m³ x R$ 1,12). A conta final soma o consumo (R$ 974,40) mais a taxa de disponibilidade (R$ 3.306,24), ficando em R$ 4.280,64.

Nesse exemplo, o custo ficou menor em relação ao modelo em vigor. Mas se o consumo médio for mais elevado, ultrapassando faixas, o custo da tarifa será maior do que é hoje.

Exemplo de cálculo do consumo em condomínios residenciais

Como é hoje

Condomínio com 126 economias

Consumo de 870 metros cúbicos

Tarifa mínima – 126 x 36,34 = R$ 4.578,84

Valor final – R$ 4.578,84

Conforme novo modelo proposto

Condomínio com 126 economias

Consumo de 870 metros cúbicos

Taxa de disponibilidade – 126 x R$ 26,24 = R$ 3.306,24

Consumo – 870 m³ divididos por 126 economias, igual 6,9 m³. Nessa faixa, o m³ custa R$ 1,12*

Portanto, 870 m³ x R$ 1,12* = R$ R$ 974,40

Valor final – R$ 4.280,64 (taxa mais consumo)

* O valor de R$ 1,12 é o cobrado por m³ nas faixas residenciais entre 1 e 10 m³. Se ficar entre 11 e 15 m³, cada metro cúbico passa a custar R$ 7,43. Há outras faixas de consumo, com valores mais altos por metro cúbico de água consumida.

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