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Condomínios se mobilizam para doação de sangue

Grupo Graiche explica como campanha para coleta no local pode ser feita

O inverno se aproxima e, com as baixas temperaturas, os bancos de sangue enfrentam dificuldades em manter seus estoques, em razão da baixa adesão de doadores neste período do ano. Tanto, que neste mês, é realizada a campanha Junho Vermelho, que tem a missão de conscientizar a população sobre a importância de doar sangue.

Com a pandemia, a questão se agrava e, diante da importância do gesto – cada doação de sangue pode ajudar até quatro vidas, condomínios de médio e grande porte têm se mobilizado para realizar a coleta, com suporte da Fundação Pró-Sangue, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

A situação é bem preocupante, uma vez que a instituição opera com apenas 34% da quantidade de estoque necessária para abastecer mais de 100 instituições de saúde da rede pública, dentre as quais se incluem os institutos do Hospital das Clínicas, Incor (Instituto do Coração) e ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

Para solicitar a coleta externa no condomínio, primeiramente, a questão deve ser discutida com os moradores, por meio de reunião virtual, cumprindo o isolamento social. O Grupo Graiche, por exemplo, que administra mais de 800 condomínios, com 90 mil unidades de apartamentos, apoia a campanha Junho Vermelho e disponibiliza em seu aplicativo, quando há interesse na realização da iniciativa, enquete para que os moradores interajam, se posicionem se aprovam a ação e pontuem qual a quantidade de candidatos deseja doar sangue.

“Diante da situação de baixos estoques de sangue e de nesse período do ano as doações serem menores, a Graiche fez uma campanha para incentivar os síndicos a colaborarem com essa causa tão importante e mostrar para eles que é possível fazer a ação dentro do condomínio, de maneira organizada e segura”, conta a vice-presidente do Grupo Graiche, Luciana Graiche. “Fizemos, então, uma seleção de condomínios que atendem aos pré-requisitos para a coleta e orientamos os síndicos sobre como realizar a iniciativa, havendo a adesão dos moradores”, acrescenta.

Para fazer a coleta, é preciso de um espaço físico de, no mínimo, 100m², equipado com tomadas e ter 80 candidatos confirmados para doar sangue.

De estrutura, o local precisa ter disponível mesas, cadeiras, lixeiras, além de boa iluminação. Na ausência de ar condicionado, é necessário que haja ventiladores. É feita vistoria para checagem estrutural e de instalações da área e, um dia antes da ação, o local deve ser higienizado por completo. Equipe da Fundação Pró-Sangue realiza a coleta de bolsas de sangue, seguindo os protocolos de segurança.

“A pandemia nos impôs diversas limitações, mas também despertou ainda mais a solidariedade para que, unidos, possamos enfrentar todas as adversidades desse período. Com organização e mantendo medidas seguras, condomínios e seus moradores podem, com um simples gesto, salvar centenas de vidas”, ressalta Luciana.

Doação

Em condomínio na Vila Campo Grande, em Santo Amaro, onde Roger Prospero, 50 anos, é síndico, a coleta de sangue acontecerá no próximo dia 8, das 8h30 às 11h30. Ele lista os ganhos que o ato traz. “O primeiro deles, lógico, é ajudar a aumentar o estoque das bolsas. O segundo é incentivar o sentimento de solidariedade em nossos condôminos, que gera efeitos secundários em outras atitudes. O terceiro é propiciar a doação em um ambiente que já estão inseridos, com a facilidade de não ter que se deslocar”, pontua. “E, o residual, é sentir-se, de alguma forma, cumprindo com o papel de cidadão e de gestor com olhos voltados para ações que tragam benefícios às pessoas, ligando todas as pontas: quem precisa com quem quer ajudar”, completa.

Ricardo Takaki, 44 anos, síndico de um condomínio na Vila Matilde, sempre mobilizou familiares e amigos à doarem sangue. Com a pandemia, as idas ao hospital para doação ficaram restritas e, ao receber a sugestão do Grupo Graiche sobre a possibilidade do ato ocorrer em âmbito condominial, enquete com os moradores foi realizada. A ação está programada para o dia 21 de junho, das 7h às 13h.

“A adesão dos moradores foi muito grande. Os doadores não precisam se deslocar até um hospital ou hemocentro, podem doar no conforto e comodidade do seu condomínio”, fala Takaki. “Doar sangue é doar vida. Precisamos ter a consciência disso, é um ato de amor com o próximo. Não custa nada, mas para quem recebe, não tem preço que pague”, conclui.

Informações sobre todos os requisitos necessários para ser doador de sangue podem ser consultadas no site da Fundação Pró-Sangue – www.prosangue.sp.gov.br.

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