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Mediador profissional pode resolver conflitos em condomínios

Viver em condomínio nunca foi tarefa fácil! A pandemia, no entanto, potencializou os conflitos da vida em coletividade, seja nos chamados populares, seja naqueles tidos como alto padrão, que também padecem de transtornos coletivos.

A principal causa dos conflitos em condomínios continua a ser os barulhos. Barulhos provenientes de sapatos da vizinha do andar de cima, de obras, de crianças brincando ou chorando, de brigas, de latido de cachorro, de lives etc.

Não menos contundentes são os problemas relacionados à administração, garagens e à fumaça do cigarro e da maconha do vizinho que entra pela janela. Tudo isso batido no liquidificador com o ingrediente pandemia, que isolou a maioria dos moradores em casa, fez a massa condominial entrar numa fermentação sem precedentes nestes últimos dezessete meses.

Então, como gerenciar todos os conflitos de forma a se manter uma razoável convivência?

Muitos moradores atribuem ao síndico esse papel de conciliador ou mediador de conflitos. Infelizmente, porém, nem todos possuem essa veia para mediação. Além do mais, diante de tantas obrigações legais de um condomínio, se faz necessário que todos os que atuam no condomínio sejam profissionais. Diante disso, dificilmente um condomínio, a exemplo de uma grande empresa, conseguirá cumprir todas as suas obrigações sem que haja um síndico capacitado, uma administradora atualizada, um advogado consultor e um mediador de conflitos profissional.

Falamos sobre mediação profissional tendo em vista que um mediador poderá resolver de forma perene o conflito através de ferramentas e habilidades adquiridas através de cursos específicos. No Brasil já temos uma Lei desde 2015, que trata da Mediação como meio de se resolver controvérsias.

Onde encontrar um mediador e qual o custo de um procedimento desses?

Em várias cidades, existem Câmaras especializadas em mediação. Além disso, profissionais independentes também atuam em várias frentes de mediação. O custo dependerá do problema a ser resolvido. Mas, é preciso encarar o fato de que o custo x benefício desse procedimento é muito menor do que o de um processo judicial.

É preciso que nos lembremos que num longo procedimento judicial o juiz decidirá quem tem ou não razão com base nas provas levadas ao processo. Diante disso, o juiz decide e coloca fim a um processo através de uma sentença, mas raramente resolve o problema das partes. A função do mediador é totalmente oposta. Ele atua como um interlocutor imparcial, ajudando na construção das pontes para solucionar de forma definitiva as controvérsias existentes entre moradores e entre moradores e o condomínio.

O caminho da mediação profissional é muito mais curto e oferece às partes a oportunidade de se auto comporem e de restaurarem a condição pacífica de antes do conflito. Isso é especialmente importante tendo em vista que provavelmente a condição de vizinhos perdurará talvez por muito tempo.

Assim, é essencial que você, leitor seja você morador ou síndico em condomínio, entenda a importância desse trabalho e leve para as assembleias essa alternativa para a resolução de conflitos.

À medida que mais pessoas se mudam para condomínios, é preciso também mudar a cultura do litígio que está arraigada na sociedade e avançar para uma nova perspectiva de tratamento e resolução de conflitos que comprovadamente se mostre eficaz.

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