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Cariocas adotam assembleias virtuais e híbridas nos condomínios

Há mais de um ano os cariocas convivem com as restrições e mudanças impostas pela pandemia. Os condomínios, por exemplo, precisaram criar novas regras para o uso de espaços coletivos, entrada de visitantes e circulação de moradores nas áreas comuns. Essas decisões foram tomadas e comunicadas de uma forma diferente, em assembleias virtuais

A implantação das reuniões virtuais fez com que o quórum das assembleias condominiais aumentasse. Além disso, permitiu que os proprietários que não moram no local ou estão foram da cidade pudessem participar.

Para a gerente geral de Gestão Predial da Estasa, Anna Carolina Chazan, com todas as cautelas jurídicas necessárias, a assembleia virtual é um grande benefício que veio para agregar.

“Esses encontros remotos nos ajudaram muito na gestão dos condomínios no período de pandemia. O que antes parecia impossível, tornou-se um grande avanço tecnológico visto que o mercado imobiliário ainda é muito tradicional. Além disso, percebemos um aumento significativo na participação dos condôminos, muitas pessoas que estavam isoladas em outros países e estados conseguiram participar contribuindo com as tomadas de decisões.”

Mas, com a perda dos efeitos da lei 14.010/2020 desde 30 de outubro de 2020, os condomínios agora encontram uma lacuna normativa, pois não existem normas nas convenções que respaldem convocações para esse tipo de assembleia.

O diretor de Condomínios e Locações da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI), Marcelo Borges, explica que já existe um movimento para regulamentar essa prática.

“Tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) com a intenção de traçar os parâmetros normativos para o funcionamento das assembleias virtuais, consolidando uma segurança jurídica para o ato.”, esclareceu ele que ainda acrescentou: “até a conversão desse PL em lei, temos incentivado ao menos a realização de assembleias híbridas, pois essas são inquestionáveis por ampliarem o direito de acesso às reuniões. Com isso os condomínios podem permanecer com a saudável experiência dos encontros virtuais, sem alijar os desconectados na participação nas assembleias.”

E como parte de um encontro híbrido, a assembleia virtual ainda gera muitas dúvidas para os administradores. Por isso, reunimos dicas da gerente da Estasa, Anna Carolina, sobre como fazer esses encontros digitais.

Criar um manual de orientações

Como nem todo que deseja participar da parte digital está acostumado a esse tipo de reunião, é importante que seja elaborado uma espécie de manual com as orientações quanto ao passo a passo para o acesso à plataforma que será utilizada para o encontro. Deve ser informado, também, que todos devem permanecer com o microfone desligado. Essas informações podem constar no edital de convocação da assembleia.

Se antecipe aos imprevistos

A instabilidade da internet é um desafio a ser enfrentado durante as assembleias virtuais. Por isso, o síndico e administradores precisam possuir equipamento que possua boa internet, som e vídeo adequados para conduzir o encontro.

Lista de presença virtual

É recomendável que seja feita uma lista de presença virtual, seja através do chat da plataforma ou ferramentas de assinatura virtual.

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