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Proliferação de pombos alimentados por vizinhos preocupa moradores de condomínio da Barra

Alimentos são lançados da janela nas áreas comuns; Vigilância Sanitária esteve no local e desaconselhou a prática, já que a espécie pode transmitir doenças

Moradores do condomínio Barra Sul, na Barra da Tijuca, estão preocupados com a proliferação de pombos no local, reclamando da sujeira que deixam e temendo que transmitam doenças.

Segundo alguns, o problema é que há vizinhos alimentando diariamente os pombos, que também estariam recorrendo a comedouros para outras aves instalados pela administração por todo o condomínio. Acionada, a Vigilância Sanitária esteve no local e desaconselhou a prática.

Segundo a jornalista Malu Magalhães, moradora do condomínio, desde meados de julho pelo menos um vizinho vem lançando pedaços de pão pela janela, duas vezes por dia, no pátio de um dos blocos. 

 — Cheguei a identificar uma outra moradora que também alimentava os pombos, mas na varanda dela, e expliquei os riscos de fazer isso. Acredito que a situação já esteja incontrolável: sou acordada por pombos na janela diariamente, pela manhã, atrás de comida. Tenho sofrido emocionalmente com isso; minha janela fica cheia de fezes. Acabamos convivendo com uma sujeira perigosa para a saúde — conta Malu, que já chegou a postar um vídeo no YouTube sobre o problema. 

Além da jornalista, outros moradores se mostram incomodados com o aumento do número de pombos, como se observa pelos depoimentos numa página do Barra Sul no Facebook.  “No jardim do bloco Joatinga, todo dia de manhã está lotado de miolo de pão e lotado de pombo. Um risco para saúde de todos”, disse um deles num dos posts.

 “Acho uma falta de respeito com os vizinhos! Esses pombos entraram no meu apartamento (…). Sujaram as paredes, chão e ainda a minha cama!!”, contou outro.

Riscos à saúde

No último dia 27, uma agente do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância em Zoonoses e de Inspeção Agropecuária, órgão acionado por moradores, foi ao Barra Sul avaliar a situação.

Segundo o laudo da visita, houve orientação para que o condomínio faça a limpeza das áreas onde os pombos costumam se concentrar e para que evite manter vasilhas com alimentos e água para outras aves, porque os comedouros podem também atrair pombos e ratos.

Folhetos informativos, que desaconselham a alimentação dos pombos e alertam para as doenças que eles podem transmitir aos seres humanos, além de explicar sobre o risco de haver superpopulação da espécie, foram deixados no condomínio para serem distribuídos. 

Diferentes fungos e bactérias podem se desenvolver nas fezes ressecadas dos pombos, e a inalação da poeira desses restos, além do consumo de água e alimentos contaminados, podem causar graves doenças respiratórias, como a criptococose e a histoplasmose. 

Após a visita da Vigilância Sanitária, a administração do Barra Sul afixou avisos nos elevadores pedindo que os moradores não alimentem os pombos e explicando sobre as doenças que podem causar. Os comedouros para outras aves foram mantidos nas áreas comuns. O GLOBO-Barra procurou a administração do condomínio, mas não obteve resposta. 

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