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Mulher que ficou presa em elevador por 2 horas ganha indenização na Justiça

Uma empresa de manutenção terá de indenizar em R$ 2 mil uma mulher que ficou presa por mais de duas horas em um elevador do prédio onde mora, na Asa Norte. A decisão é da juíza do 2º Juizado Especial Cível de Brasília e cabe recurso.

Conforme relatou a autora no processo, ela tentava se deslocar do 3º andar para o térreo, por volta das 7h da manhã, quando o elevador parou. Contou ainda que os vizinhos e o síndico do prédio só conseguiram contato com ela às 8h30, após inúmeras tentativas. Diante do que aponta como falha na prestação de serviço, pediu para ser indenizada.

Ao apresentar defesa, a empresa afirmou que a pane ocorreu por conta de instabilidade no fornecimento de energia e não por falha na manutenção. Sustentou também que não comentou ato ilícito e que não há dano a ser indenizado.

Na sentença, a juíza observou que a assistência técnica esperada não foi entregue. A magistrada lembrou que “eventual instabilidade do sistema elétrico é considerada fortuito interno e não afasta a responsabilidade da ré, especialmente quando ao atendimento imediato do usuário”.

No caso, segundo a julgadora, a ré praticou ato ilícito e deve ser responsabilizada pelos danos sofridos pela autora. “Com efeito, a falta de imediato atendimento extrapolou o âmbito do inadimplemento contratual e violou a integridade da autora, gerando dano moral passível de indenização”, registrou.

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