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Deputado Bebeto, tetracampeão pela seleção, responde a 4 processos por dívidas de condomínio

Duas outras ações estavam em andamento, mas terminaram em acordo na última semana

O tetracampeão e hoje deputado estadual Bebeto, 57 anos, (Podemos-RJ) responde a quatro processos na Justiça pela falta de pagamento de condomínio de apartamentos na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e de impostos de imóveis em Mangaratiba, na Costa Verde do estado.

Duas outras ações estavam em andamento, mas foram encerradas depois que o ex-jogador pagou o valor devido, referente a dez meses de condomínio atrasados, à administração do edifício Marina Barrabela, também na Barra da Tijuca.

“O condomínio já informou ao juízo o pagamento da dívida e, por isso, pede a desistência da ação”, informou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao g1 no dia 14 de janeiro.

No dia 13 do mesmo mês, uma outra dívida, desta vez no Condomínio Santa Mônica Condominium Club também foi acordada para o pagamento de R$ 78.781,22 pelas cotas condominiais de junho de 2015 a agosto de 2018 – já incluso os juros.

O jogador também arcou com os honorários e custas do processo, totalizando em R$ 88.824,87.

A equipe de reportagem entrou em contato com o deputado e ex-jogador para falar sobre o caso. Em seu gabinete, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi informada que ele e os demais funcionários estavam em recesso e não havia com quem falar.

O g1 também entrou em contato através do telefone pessoal de Bebeto, recebeu a orientação de falar com o número da mulher do jogador, Denise, que disse estar fora do país, de férias, mas prometeu retornar o contato para falar sobre o assunto. O que não aconteceu até a publicação desta matéria.

Nesta segunda-feira(24), Denise Andrade Gama de Oliveira, mulher do jogador, entrou em contato com o g1, confirmou a existência dos processos, mas disse ainda que a maioria já está em acordo ou em vias de se resolver.

“O que acontece é que, como viajamos muito, nós tínhamos uma pessoa que resolvia tudo isso para nós. Mas depois descobrimos depois que ela não fazia os pagamentos acarretando isso tudo. O que podíamos, fizemos acordo, fomos parcelando e pagando as dívidas. Nunca foi má fé. Jamais arriscaríamos perder um patrimônio que o Bebeto levou a vida toda para construir”, explicou.

Deputado fez acordo, mas segue sendo processado

Apesar do encerramento do processo no Santa Mônica Condominium Club, Bebeto e sua mulher, Denise de Andrade Gama de Oliveira, são réus em outra ação do mesmo grupo pelas dívidas do mesmo apartamento, mas no período de novembro de 2019 a setembro de 2020 e cujo valor do débito, já com juros e multa, chega a R$ 19.585,61.

O segundo processo em andamento na cidade do Rio é movido pelo Condomínio do Edifício Santa Mônica Special, também na Barra da Tijuca, e no qual o empreendimento cobra o valor de R$ 260 mil pela falta de pagamento de condomínio de dois imóveis no prédio desde maio de 2019.

“Desde maio de 2019, o condomínio não recebe as cotas condominiais das duas unidades e decidiu fazer a cobrança na Justiça”, explicou o advogado Rafael Giro, do escritório Müller, Novaes, Giro & Machado Advogados, e que representa o Santa Mônica Special.

Ele contou ainda que não é a primeira vez que representa contra a família de Bebeto. Que em uma primeira ação, só no nome da mulher do jogador, Denise, o condomínio cobrava a falta de pagamento dos apartamentos 601 e 602 no período de junho de 2012 a fevereiro de 2016.

A ação teve acordo, com o valor da dívida parcelada em 10 vezes, mas houve descumprimento do acordo e necessidade de ajuizar o cumprimento do mesmo na Justiça, o que acarretou na penhora de um título de investimento no valor de R$ 154.443, 74, que era o valor da dívida na época.

Denise confirma essa ação e diz que o valor restante já está em vias de ser quitado.

Ações também em Mangaratiba

Além dos dois processos que correm na Justiça do Rio, duas ações por dívida ativa são movidas pela Prefeitura de Mangaratiba contra o jogador por falta de pagamento.

A primeira, que visa a cobrança de tributos, é de 2017; a segunda, com a mesma finalidade, data de 2020.

A prefeitura confirmou as ações, mas disse que a Secretaria de Fazenda e a Procuradoria Geral do Município de Mangaratiba não poderiam passar informações por respeitar o sigilo fiscal dos seus contribuintes.

Denise também confirmou esses débitos, dizem que eles eram altos e foram parcelados, mas que, enquanto as parcelas não forem completamenta quitadas, o processo não é arquivado na Justiça.

“Como a dívida era grande, a gente parcelou. Mas enquanto não pagarmos, o processo continua aparecendo. Não é que a gente deva, estamos pagando e acertando tudo”, disse.

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