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Racismo em condomínio Homem teve que ser retirado de piscina à força por policiais

Renato Oliveira, presidente da Câmara de Embu das Artes (SP), estava a passeio no Rio e ofendeu funcionário com frases racistas, segundo as investigações. Imagens do vereador sendo preso viralizaram na internet. Fantástico teve acesso, com exclusividade, aos registros das câmeras do condomínio

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, na Grande São Paulo, Renato Oliveira, do MDB, foi acusado de injúria racial.

Ele recebeu ordem de prisão dentro da piscina, em um condomínio na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O vereador se recusou a acatar a ordem dos policiais. Um deles entrou na água para prendê-lo.

Renato continuou resistindo e até os moradores tentaram imobilizá-lo. Ele foi levado pelos policiais sob aplausos. As imagens viralizaram na internet.

O vereador alugou um apartamento para uma temporada de quatro dias com um grupo de amigos. Segundo registros das câmeras do condomínio, aos quais o Fantástico teve acesso com exclusividade, ele saiu no sábado (22) à tarde e só retornou no domingo (23) pela manhã.

Uma câmera em frente ao elevador registrou o momento. E a imagem sugere que o vereador chegou com um comportamento aparentemente alterado.

Às 8h25, na porta do elevador, ele dá um soco nele mesmo, ao lado de uma mulher. Lá dentro, dá um tapa no próprio rosto. Doze minutos depois, ele desce, cantando ou falando sozinho. Um morador entra no elevador e reclama que ele está sem máscara. Mas o vereador segue sem máscara em direção à piscina.

Quem o acusa de injúria racial é o supervisor do condomínio Izac Gomes, de 57 anos.

“Como eu sou o supervisor operacional, tenho que vistoriar e saber se a piscina já está pronta para ser aberta, e ela ia ser aberta às 9h. Ele já estava com a caixa de som ligada, já estava na fila falando: ‘Por que que você não abre a piscina?’. A piscina abriu. Ele botou a caixa de som dentro da piscina no último volume. Pedi a ele que não podia, ele retrucou e ali começou o bate-boca. Ele me ofendia de todas as formas”, conta Izac.

Diante de tantas reclamações dos moradores, a polícia foi chamada. Mas segundo o depoimento das testemunhas, não adiantou. Até piorou. E a polícia foi chamada novamente.

“Ele bebia e me chamava: ‘Ô negão, ô negão’. Fui conversar com ele, botei a mão nele, ele mandou: ‘Tira a mão de mim, que você está suado. Eu estou cheiroso. Você está fedendo’. Eu falei: ‘Como é que é?’. ‘É. Você está fedendo. Todo preto fede’”, relatou Izac. “Eu não sou racista. Muito pelo contrário. É uma coisa que eu abomino e que eu jamais faria com ninguém”, afirma Renato Oliveira.

O vereador Renato Oliveira é réu e vai a júri popular, acusado de ter participado de um atentado contra um repórter fotográfico e chargista, em 2017.

O vereador Abidan Henrique, do PDT, que é da oposição, protocolou um pedido de cassação do mandato de Renato Oliveira por causa da acusação de injúria racial no Rio.

[25/01] VÍDEO: PM entra em piscina para deter vereador de SP suspeito de injúria e preconceito no Rio

Renato Oliveira, presidente da Câmara de Embu das Artes (SP), estava de passeio no Rio e ofendeu funcionário com frases racistas, segundo as investigações. Ele nega que tenha cometido crime

O vereador Renato Oliveira (MDB), presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, na Grande São Paulo, foi detido depois de uma confusão na piscina de um condomínio em Curicica, na Zona Oeste do Rio

A confusão ocorreu neste domingo (23). De acordo com testemunhas, o vereador ofendeu moradores e um funcionário com frases racistas.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, um policial militar aparece dentro da piscina segurando o parlamentar para tentar contê-lo, enquanto ele diz que não fez nada e fala palavrões.

Em seguida, ele é retirado da piscina com a ajuda de mais um PM e é levado à força pra fora do local. Os moradores aplaudem a ação da polícia.

Em nota, a Polícia Militar informou que o vereador resistiu à prisão e foi conduzido para a 32ª DP (Taquara), onde foi autuado por injúria, preconceito e resistência à prisão.

O que diz o vereador

Renato Oliveira foi liberado, e o inquérito vai ser encaminhado para a Justiça. Ele nega que tenha sido racista. O vereador contou que a confusão começou por causa de uma caixinha de som ligada por ele e disse que sequer conversou com o funcionário que o acusou de injúria racial.

“Pela manhã, cheguei na piscina e estava conversando com alguns senhores que estavam lá, inclusive brinquei com um. Tava com uma caixinha de som, um deles botou até uma música, e depois informaram que não podia som. Eu desliguei e falei que não sairia da piscina. A polícia veio, eu me desculpei com os outros moradores pelo o acontecido, com a orientação dos policiais de que eu poderia permanecer, eu fiquei lá tranquilo na piscina”, contou.

“Quando novamente eles [moradores] chamam a Polícia Militar, volta e o cabo Henrique pediu para que eu saísse. Mas não tinha crime nenhum. Um dos funcionários do condomínio, que eu sequer tinha falado com ele, fato confirmado na delegacia por três testemunhas, me acusou de injúria racial, que não tem nada a ver comigo, nada a ver com minha forma de tratar e o denunciei por denunciação caluniosa e a funcionária que foi com ele por falso testemunho”, completou.

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