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Morador é notificado após tomar sol de sunga em condomínio do DF; síndica cita ‘moralidade, decência e respeito’

Caso ocorreu no Guará, na segunda-feira (24). G1 teve acesso ao documento, mas não conseguiu contato com morador; administração do edifício diz que seguiu regimento interno

Um morador de um prédio no Guará, no Distrito Federal, foi notificado por tomar solusando sunga, no gramado do condomínio. O documento encaminhado ao homem pede que ele observe “a mais rigorosa moralidade, decência e respeito”.

O caso ocorreu na segunda-feira (24), no Edifício Residencial Istambul. O g1 teve acesso à notificação, mas não conseguiu a identidade e o contato do morador. A síndica, Katiuscia Brandão, disse que o homem recebeu uma advertência por escrito, “conforme determina o regimento interno”.

De acordo com a notificação, o homem tomava sol no gramado do estacionamento do condomínio usando uma sunga, quando foi abordado por outra moradora. Segundo o documento, ele alegou que fazia a prática com frequência e que não via problema.

Entretanto, segundo a síndica, que expediu o documento, o uso do traje de banho fere o regimento interno. De acordo com Katiuscia, o uso de traje de banho no gramado do estacionamento “incomodou” outro condômino, que fez uma reclamação na administração.

“Nosso condomínio não possui área de lazer, e o estacionamento não é destinado a este fim”, afirmou.

De acordo com a síndica, o morador não foi “orientado ou repelido a se retirar do local”, apenas foi notificado no dia posterior, “para que o fato não se repetisse”.

Regimento interno

A notificação cita ainda trechos do regimento interno do condomínio, como o das “proibições diversas” e destaca a parte sobre a não desrespeitar os “costumes” do condomínio.

Segundo o documento, é proibido: “praticar atos, violências ou tomar atitudes que deponham contra o decoro, os costumes ou o bom nome do edifício”.

A norma diz ainda que, se o morador não cumprir as exigências, poderá ser multado. “Fica vossa senhoria notificada, sob pena de ser multada conforme o regimento interno.”

Outro caso

Em março do ano passado, uma moradora do Sudoeste também recebeu uma notificação para que não usasse roupas de academia e “shortinhos” nas áreas comuns do prédio onde vive. A mensagem era assinada por um suposto “Conselho de Mulheres” do prédio.

Najhara Noronha, de 36 anos, chegou a acionar a Justiça à época. “A questão de um grupo de mulheres, ou apenas uma mulher, se achar no direito de definir o que eu posso vestir ou não, não há nada que justifique um comportamento desses”, disse na ocasião.

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