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Para-raios nos condomínios Rio fica entre as três cidades com maior incidência de raios do país

Brasil registra 21,4 milhões de raios apenas no primeiro trimestre de 2022

O Brasil é o líder mundial de incidência de raios, com média de 77 milhões de ocorrências por ano. Somente nos três primeiros meses de 2022, segundo dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 21,4 milhões de raios em todo o país. Os estados com maior incidência foram Rio de Janeiro, Santa Catarina e Tocantins. Diante disso, a preocupação com as edificações torna-se ainda mais urgente.

O coordenador da Cipa Síndica, Bruno Gouveia, alerta para a necessidade de os condomínios investirem num Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), conhecido como para-raios, para evitar danos causados pelas descargas elétricas.

“O uso de para-raios é obrigatório para prédios com mais de 30 metros de altura, conforme o Código de Segurança contra Incêndio e Pânico, desde 1976. De acordo com a Defesa Civil, um raio ou relâmpago pode ser considerado a mais violenta manifestação da natureza. Numa fração de segundos, um raio pode produzir uma carga de energia cujos parâmetros chegam a atingir valores tão altos quanto 125 milhões de volts, 200 mil ampères, 25 mil graus Celsius”, explica Gouveia.

O representante da Cipa lembra que quando um raio atinge uma edificação protegida, a descarga percorre o equipamento, chega ao sistema de cabos e continua até o solo, onde se dispersa e perde força.

“Contradizendo o próprio nome, o para-raios não interrompe o raio, mas permite que a descarga elétrica seja dissipada de forma segura até o solo”, acrescenta.

O coordenador da Cipa Síndica ressalta que acidentes com raios são muito perigosos. As ocorrências registradas neste ano foram responsáveis por 21 óbitos.

“Se um funcionário ou morador estiver na cobertura de um prédio que não tenha um aterramento adequado, ele pode ser atingido. Também há a possibilidade de acidentes dentro de casa se o sistema de para-raios não estiver funcionando adequadamente: as pessoas podem tomar choque ao mexer em aparelhos de celular ligados à tomada ou usar secadores de cabelo, por exemplo”, aponta Gouveia.

Ele lembra que o síndico deve estar sempre atento à manutenção do equipamento de proteção.

“A legislação é bem rigorosa em relação a este assunto. Outro fator importante é que, muitas vezes, o seguro se nega a pagar a indenização se ficar comprovado que o SPDA estava fora dos parâmetros legais”, avisa Gouveia.  

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