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Problemas na estrutura de prédio em SP obrigam saída de moradores

Defesa Civil diz que prédio tem problemas na fundação, com trincas, rachaduras e vazamentos

A Defesa Civil interditou um condomínio de alto padrão e cerca de 70 moradores tiveram que deixar seus apartamentos às pressas em Guaratinguetá (SP). O órgão afirma que o prédio tem problemas na fundação, com trincas, rachaduras e vazamentos e ainda avalia o risco para moradores vizinhos.

O prédio tem vinte andares, com unidades de pouco mais de 100 metros quadrados e fica na avenida Presidente Vargas. O local foi entregue no fim de 2017, quando era anunciado por preços entre R$ 550 e R$ 800 mil.

Em dezembro de 2021, uma cratera se abriu na rua por problemas no encanamento. A partir de então, o local passou a ser acompanhado pela Defesa Civil.

Segundo o órgão, após o desabamento na via, os técnicos souberam que havia uma série de reclamações por problemas estruturais e que antes mesmo da construção, a empresa havia sido acionada para melhorias na fundação e a obra chegou a ser embargada.

Em fevereiro, a Defesa Civil fez uma nova vistoria no condomínio que apontou problemas nas pilastras do estacionamento, com surgimento de rachaduras no local.

“Pedimos os laudos de engenharia que atestassem a segurança do condomínio e o laudo feito pelo residencial mostrou um risco iminente às pessoas, foi quando decidimos pela interdição. Não podemos correr o risco de que qualquer coisa aconteça com as pessoas no local”, explicou o chefe da Defesa Civil, Crysantho Ferreira Filho.

Os cerca de 70 moradores foram notificados na última sexta-feira (29) para evacuarem o condomínio até esta segunda-feira (2). Alguns dos moradores foram para hotéis e outros para outros imóveis.

Segundo a Defesa Civil, os problemas apontados no laudo preliminar apontam riscos aos moradores, mas eles aguardam uma segunda análise para avaliar se há risco de desabamento.

A prefeitura informou que pediu a retirada do sistema de gás e acionou a EDP para avaliar a estrutura elétrica no local.

“A nossa ideia é precaver caso algo mais grave aconteça. Nos próximos dias, estamos avaliando os riscos e a proporção deles para os moradores do entorno. Não descartamos a hipótese de termos que evacuar alguns imóveis [no entorno] por segurança”, explicou Crysantho Ferreira Filho.

A reportagem acionou a Krut Engenharia, responsável pela construção, mas aguardava o retorno até a publicação.

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