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Sindicato diz que condomínios devem cobrar proteção individual

Porteiro que estava de folga foi chamado para instalar refletor. Ele levou choque e caiu de altura de 2,5 metros, no Recife. Entidade apontou falta de luvas, cinto e capacete

Um dia após a morte de um homem que levou um choque e caiu de uma altura de 2,5 metros, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, o Sindicato dos Trabalhadores em Condomínio de Pernambuco (SIEEC) realizou, nesta quarta (4), uma vistoria no prédio. A entidade disse que os administradores devem exigir aos contratados o uso de equipamentos de proteção individual.

A morte de Luiz Marinho Júnior, de 42 anos, aconteceu na tarde de terça (3), no Condomínio Conselheiro João Alfredo, na avenida Conselheiro Aguiar.

Ele estava de folga e tinha sido contratado para instalar um refletor na área da garagem. O Instituto de Criminalística (IC) apontou falta de equipamentos de proteção.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado pela Delegacia de Boa Viagem. “As investigações foram iniciadas e seguem esclarecimento do caso”, disse o comunicado.

Rinaldo Júnior, presidente do sindicato, disse ao g1 que há informações de que a vítima não usava capacete, luvas e cinto de segurança no momento do acidente.

“Ele é microempreendedor individual [MEI] e prestava serviços lá. Os condomínios devem cobrar aos contratados o uso desses equipamentos. Hoje, os funcionários dos prédios sabem que só podem trabalhar usado proteção adequada para cada serviço”, afirmou.

O presidente da entidade contou, ainda, que Luiz Júnior já tinha instalado outros refletores no prédio. “Era o último dia de trabalho nessa função. E houve essa fatalidade”, acrescentou.

Segundo o sindicato, o síndico do prédio foi procurado nesta quarta para falar sobre o acidente. Outra preocupação da entidade é com “possíveis irregularidades trabalhistas”.

“Queremos saber se o direito do trabalhador estava sendo preservado e vamos colocar a família dele na Cobertura Social do Trabalhador, que o sindicato garante como direito previsto em convenção coletiva”, afirmou.

Ainda segundo ele, a cobertura prevê o pagamento do funeral e pagamento de 12 parcelas de 50% do salário bruto do trabalhador ao dependente.

“Nosso jurídico vai fazer uma análise da questão e cobrar das autoridades a responsabilidade da morte do trabalhador e saber se a convenção coletiva está sendo cumprida pelo condomínio”, observou.

A entidade disse que o síndico informou ter posse das notas fiscais dos serviços prestados pela empresa do porteiro e se comprometeu em apresentar.

O SIEEC afirmou também que vai acompanhar as investigações da Polícia Civil e vai cobrar das autoridades a responsabilização pelo acidente.

Acidente

A morte de Luiz Júnior aconteceu por volta das 15h30 de terça. Uma equipe do serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Na noite de terça, o perito André Amaral, do Instituto de Criminalística (IC), disse ao g1 que o homem levou um choque na mão esquerda. Para ele, a queda deve ter motivado a morte.

O perito disse que o trabalhador teve trauma na cabeça, afundamento craniano e até exposição de massa encefálica.

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