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Prédio interditado em Rio das Pedras cede mais, e inclinação já é vista a olho nu

Famílias, que tiveram de deixar o local às pressas, começaram a retirar seus pertences, nesta sexta-feira (20). Edifício vai ser demolido no fim de semana

A Prefeitura do Rio ainda não conseguiu falar com o responsável por um prédio que ameaça desabar em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Há rachaduras na fachada, buracos nas paredes e do outro lado da Avenida Engenheiro Souza Filho já é possível perceber a inclinação do imóvel.

Na noite de quinta-feira (19), mais de dez famílias tiveram de deixar às pressas o imóvel por causa dos problemas na estrutura. A construção não tem registro da prefeitura.

O alerta foi dado por uma moradora. A dona de casa Maria Lúcia Mourão da Silva acionou a prefeitura. A Defesa Civil esteve no local e interditou o edifício de cinco andares, que tem três lojas e 18 apartamentos.

“Desde o início que eu vim morar aqui, que a gente já percebeu que ele deu uma declinada. Depois ele foi declinando, fizeram um reparo, que a princípio parecia que tinha parado, mas continuaram as rachaduras. Muitas rachaduras. E aí, foi só piorando, piorando, piorando”, contou Maria Lúcia. Na manhã desta sexta-feira (20), ela e os vizinhos puderam entrar em casa para retirar os pertences, ajudados por funcionários da Comlurb.

Na vistoria feita pela manhã, as rachaduras ficaram ainda mais evidentes. Segundo os técnicos da Defesa Civil, várias fendas surgiram nos últimos dias, um indicativo de que o prédio está em risco.

Demolição no fim de semana

Dos 18 apartamentos — de cerca de 80 metros quadrados — 17 estavam ocupados. O prédio vai ser demolido durante o fim de semana, depois que todas as unidades estiverem vazias.

Os moradores contam que já haviam chamado a prefeitura duas vezes, informando que a estrutura tinha problemas. E a Defesa Civil disse que não havia riscos, como contou Maria Lúcia.

“Eu nunca tinha ouvido ele estalar, não. A primeira vez que eu ouvi ele estalar foi ontem. Aí, por isso, eu chamei a Defesa Civil. Na hora que eu ouvi, eu já desci com as crianças, já chamei a vizinha, desci e fiz o procedimento que me indicaram”, disse a moradora.

O superintendente da Defesa Civil Municipal, Lauro Botto, explicou o que aconteceu:

“Nessas avaliações anteriores, nossa equipe técnica, nossos engenheiros verificaram que não havia abalo na estrutura. Por isso, a gente não tomou as atitudes que a gente tomou agora. Agora, a gente consegue visualizar, até a olho nu, a inclinação do prédio. Hoje, consegue visualizar até aqui de fora essa estrutura. Há rachaduras visíveis na estrutura e na parte interna também”, disse Botto.

Proprietária da construção está desaparecida

Dos 18 apartamentos — de cerca de 80 metros quadrados — 17 estavam ocupados. O prédio vai ser demolido durante o fim de semana, depois que todas as unidades estiverem vazias.

Os moradores contam que já haviam chamado a prefeitura duas vezes, informando que a estrutura tinha problemas. E a Defesa Civil disse que não havia riscos, como contou Maria Lúcia.

“Eu nunca tinha ouvido ele estalar, não. A primeira vez que eu ouvi ele estalar foi ontem. Aí, por isso, eu chamei a Defesa Civil. Na hora que eu ouvi, eu já desci com as crianças, já chamei a vizinha, desci e fiz o procedimento que me indicaram”, disse a moradora.

O superintendente da Defesa Civil Municipal, Lauro Botto, explicou o que aconteceu:

“Nessas avaliações anteriores, nossa equipe técnica, nossos engenheiros verificaram que não havia abalo na estrutura. Por isso, a gente não tomou as atitudes que a gente tomou agora. Agora, a gente consegue visualizar, até a olho nu, a inclinação do prédio. Hoje, consegue visualizar até aqui de fora essa estrutura. Há rachaduras visíveis na estrutura e na parte interna também”, disse Botto.

Proprietária da construção está desaparecida.

O que dizem as autoridades

A Secretaria Municipal de Assistência Social disse que até o momento atendeu 13 famílias e que os agentes estão no local para acompanhar a retirada dos pertences dos moradores e lojistas. Disse ainda que foi oferecido abrigo, mas as famílias preferiram ficar na casa de parentes e amigos.

A Polícia Civil disse que uma força-tarefa investiga a atuação de suspeitos envolvendo a construção irregular em Rio das Pedras.

A Polícia Militar disse que combate grupos criminosos ligados à milícia, e que atua também em apoio a ações de ordenamento urbano da prefeitura.

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