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Defesa Civil de Bauru interdita 16 apartamentos de condomínio

Empreendimento conhecido como Residencial Manacás apresentou afundamento na área do estacionamento e as unidades dos blocos 17 e 18 foram interditadas. Moradores relatam infiltrações e problemas na estrutura

A Defesa Civil de Bauru (SP) interditou nesta terça-feira (31) uma área de estacionamento do Residencial Manacás por risco de afundamento da estrutura causado por uma infiltração de água.

No fim da tarde, o órgão anunciou a interdição de 16 apartamentos térreos, sendo oito no bloco 17 e oito no bloco 18 apartamentos. O motivo foi o risco de invasão de lama e enxurrada caso o solo do estacionamento desmorone, por exemplo, em função de uma chuva forte.

De acordo com Marcelo Ryal, coordenador da Defesa Civil, o órgão foi acionado e detectou uma área com afundamento de solo no estacionamento que perto de três blocos do condomínio.

Ainda segundo Ryal, o afundamento foi provocado pelo vazamento de água detectado numa tubulação que alimenta os blocos. Os registros foram fechados, e só poderão ser reabertos após o vazamento ser reparado.

“Ainda estamos fazendo o levantamento dos riscos. Mas a área de estacionamento já está interditada e agora estamos vendo o quanto ela ainda aguenta. O essencial é interromper o vazamento”, diz o coordenador da Defesa Civil.

O coordenador destaca ainda que, apesar de o estacionamento apresentar instabilidade, não há risco de desabamento do prédio, pois não existe uma encosta de terra ou volume de lama que ofereça risco de impacto capaz de derrubar os blocos, que estão estáveis.

Com a interdição dos apartamentos, a Caixa Econômica Federal e a Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes) foram acionadas para retirada das famílias ou realocação delas no mesmo condomínio, que possui algumas unidades desocupadas.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que ficou ciente nesta terça sobre o rompimento da tubulação da rede de drenagem, o que motivou a desocupação de 16 unidades pela Defesa Civil do município.

Ainda no comunicado, a Caixa afirmou ter enviado uma equipe técnica ao local para avaliar a situação e tomar as providências necessárias, além de notificar a empresa CasaAlta, responsável pela construção do empreendimento.

Em relação às famílias afetadas, o banco pontuou que está em contato com a prefeitura, visando dar o devido suporte. No entanto, prefeitura e banco não informaram para onde as famílias foram levadas.

Histórico de polêmicas

O empreendimento, localizado na zona noroeste da cidade, ficou conhecido por polêmicas que duraram vários anos. Com 288 apartamentos destinados a famílias de baixa renda, o Residencial Manacás era para ter sido entregue aos moradores em 2013, mas só foi concluído no ano passado.

Em julho de 2021, os novos moradores começaram a receber as chaves, mas desde então reclamam de várias irregularidades na construção, incluindo infiltrações e problemas estruturais.

O empreendimento foi contratado em 2013, quando a construtora responsável iniciou a execução das obras, mas desistiu de sua conclusão alegando falta de recursos provocada por uma crise financeira que atingiu a empresa.

Em junho de 2017, integrantes da Frente Nacional de Luta invadiram condomínio que teria seus apartamentos destinados a pessoas inscritas no Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

À época, os integrantes do movimento afirmavam que os 288 apartamentos estavam quase prontos e deveriam ter sido entregues no inicio daquele ano.

A Caixa Econômica Federal, operado do programa, anunciou que entraria com um pedido judicial de reintegração de posse a fim de garantir que os imóveis que as obras fossem retomadas para conclusão do projeto e reparo de eventuais danos.

Em dezembro de 2017, a Polícia Militar cumpriu um pedido de reintegração de posse no residencial, então ocupado por mais de 40 famílias.

A construção foi retomada apenas em 2019 e, em julho de 2021, foi feita a entrega simbólica dos 288 apartamentos, que começaram a ser ocupados de forma gradativa.

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