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Programa do governo paranaense constrói condomínios exclusivos

Com três empreendimentos entregues e outros nove em fases distintas de execução, o Governo do Estado pretende entregar, nos próximos meses, 21 condomínios exclusivos para idosos em todo o Paraná, que totalizam 840 novas moradias para este público.

Chamado de Viver Mais, o programa foi iniciado em 2019 e já recebeu um aporte de R$ 52,5 milhões do tesouro estadual, o que tem permitido a melhoria da qualidade de vida de centenas de pessoas com mais de 60 anos em diversas regiões do Estado.

Além da idade, os critérios para participação nos projetos incluem ter renda familiar de até seis salários mínimos e não possuir casa própria. No processo de avaliação, gerido pela Cohapar, há alguns critérios prioritários de atendimento, incluindo pessoas que residem em condições de risco ou precárias, pessoas com deficiência ou beneficiários de programas assistenciais do poder público.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, os projetos foram pensados para suprir necessidades de uma parcela cada vez maior da população paranaense.

“Daqui a dez anos, o Paraná vai ter mais idosos do que crianças, então nós precisamos pensar nessas pessoas, que depois de certa idade não conseguem mais financiar a casa própria. Muitos acabam sozinhos, com depressão, então criamos uma política habitacional para idosos em que vão poder conviver com outras pessoas, ter assistência médica e lazer com o pagamento de um pequeno pedaço da aposentadoria. Isso é respeito, cuidado e dignidade para os nossos idosos”, disse.

Estrutura

Em todos os casos, o projeto segue o mesmo modelo. São 40 casas adaptadas para idosos sozinhos ou em casal, além de espaços de uso comum destinados à prática de atividades físicas e de lazer. Entre eles, estão academia ao ar livre, centro de convivência, biblioteca, horta comunitária, churrasqueiras e quiosques de jogos.

Os projetos arquitetônicos também levam em conta aspectos de sustentabilidade ambiental, como sistemas de captação de energia solar, captação de águas das chuvas e poços artesianos. Com o avanço do programa, os novos empreendimentos passaram a incorporar também outros itens, como sala de informática e piscina térmica para hidroginástica.

Caráter permanente

O público selecionado pela equipe social da Cohapar pode residir nas casas por tempo indeterminado com o pagamento de um aluguel social inicial de apenas 15% de um salário mínimo, que atualmente equivale a R$ 181,80.

A cessão dos imóveis neste modelo visa garantir o caráter permanente do programa, pois após a desocupação das unidades, elas são redirecionadas para outros idosos na fila de espera da Cohapar, de acordo com os critérios de atendimento.

Jaguariaíva, nos Campos Gerais, recebeu o projeto-piloto do programa, entregue ainda em 2019. Entre os seus moradores, está Paraílio Lopes da Silva, de 66 anos, que não esconde a felicidade por ter se mudado para o local.

“Eu não tive casa própria, mas nunca perdi a esperança. Até que um dia recebi uma ligação e fiquei muito feliz. Uma casinha boa dessa aqui, a gente está morando sossegado, é um aluguel mínimo. Gosto de conviver aqui e minha vida melhorou, porque eu estou bem acomodado”, afirmou.

Outra moradora do local é Benedita Ribeiro Lopes, 68, que morava em uma casa que, além de não ter água, luz, não tinha sequer uma cobertura fixa.

“Eu morava em um barraco em que eu tinha que colocar uma lona pra cobrir e um guarda-chuva em cima da minha cama para eu poder me agasalhar”, disse. “Agora eu moro em um palácio, minha casa é linda, é bem arrumadinha. Não tem coisa melhor no mundo. Quando mudei pra cá, foi o dia mais feliz da minha vida, uma bênção”.

Em 2021, o segundo condomínio foi entregue em Foz do Iguaçu, no Oeste, que transformou a vida de Cleusa Alves, 60. Ela mora em uma das casas com o marido de 64 anos, que tem dificuldades de mobilidade devido as sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Antes era mais difícil, a gente sofria bastante. Depois que viemos pra cá ninguém incomoda, a gente cuida da gente. Saímos só para ir na farmácia e no mercado”, afirmou. “A gente vai ficar aqui até quando puder. Eu gosto daqui, o lugar é calmo, quieto. De vez em quando preciso de um médico, um hospital, a gente liga e rapidamente a ambulância vem buscar, então para mim está bom”.

A entrega mais recente aconteceu em Prudentópolis, no Centro-Sul do Paraná. Também há obras em estágios avançados de construção em Cornélio Procópio, Irati e Telêmaco Borba, trabalhos em fase inicial em Francisco Beltrão e Ponta Grossa, e perspectiva de início da construção em Cascavel. Arapongas, Campo Mourão e Guarapuava também deverão ter as obras iniciadas em 2022.

Acompanhamento

Os condomínios contam ainda com locais onde os moradores podem receber atendimentos de profissionais de saúde, educação física e assistência social, cujos serviços são prestados por funcionários municipais, em convênios firmados entre a Cohapar e as prefeituras. Em breve, estudantes universitários também poderão atuar no atendimento aos idosos dentro de suas áreas de formação, em parceria com as universidades estaduais.

As características do programa, bem como a sua abrangência, fizeram com que o Viver Mais Paraná recebesse em 2021 o Selo de Mérito, uma premiação organizada pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação que reconhece as melhores práticas do poder público para o setor. O destaque da iniciativa motivou, inclusive, uma série de tratativas junto à representantes da União e de outros estados e municípios brasileiros que buscam replicar o modelo paranaense.

Na avaliação do presidente da Cohapar, Jorge Lange, o programa ganhou destaque por atender uma parcela da população até então negligenciada pelas políticas públicas de habitação.

“O programa Viver Mais preenche uma lacuna no sistema habitacional brasileiro das pessoas que chegaram aos 60 anos de idade e não conseguem mais financiar a compra de uma casa própria”, explicou. “Os detalhes do programa foram pensados para que a pessoa possa ter o envelhecimento com segurança, prazer e todos os cuidados que o Estado pode dar, em parceria com os municípios”.

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